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Vamos falar sobre…empatia com Karina Uchôa colunista do Imprensa Livre

O filme do momento em exibição nos cinemas, Coringa conta a estória de Arthur, um jovem que busca a todo momento seu lugar no mundo através de sua arte. Na primeira cena observa-se um palhaço preparando-se para o início de seu trabalho, mas que demonstra total insatisfação, ou seja, que aquela ocupação não é seu objetivo. Ele quer ser comediante de stand up, mas precisa pagar suas contas, ajudar sua mãe acamada por quem ele nutre uma devoção indescritível e esse trabalho é o que tem para o momento.

Ocorre que no decorrer da película, Arthur (que depois ficará conhecido por Coringa, personagem inimigo do Batman das estórias em quadrinhos) muda aos poucos o seu comportamento e demonstra como a sociedade trata os excluídos socialmente.

Mas, por que estamos falando sobre o filme? Porque em um determinado trecho, fica o registro que o vilão Coringa surge da falta da empatia das pessoas ao seu redor. A empatia envolve os componentes afetivo, cognitivo e regulador de emoções e esses três elementos faltam ao vilão. Entender os estados emocionais das pessoas é algo que carece de colocar-se no lugar do outro percebendo que ele sempre será diferente de nós. A cognição envolve o conhecimento pessoal e do outro e a regulação das emoções é compreender o sentimento do outro, suas respostas e seu estado no momento em que temos o contato.

Muitas organizações estão tendo dificuldade em contratar não pelo currículo ou conhecimento técnico, mas pela falta de empatia nos relacionamentos interpessoais. E isso também tem sido apontado pelos especialistas como motivo de demissões. A gestão inteligente de conflitos é algo que pode ser aprimorado por técnicas que compreendem experiências pessoais onde são identificados os pontos frágeis das relações e assim evitar que esses desgastes influenciem no desempenho dos profissionais e no resultado das empresas. É uma forma de exercitar a empatia e prevenir embates que geralmente são mais complexos para serem solucionados.

A empatia impacta na vida das pessoas, pois ao ser empático, demonstra competência para o convívio social, imaginando-se nas mesmas situações que o outro enfrenta e assim buscar a harmonia necessária para vivermos em um mundo volátil, indefinido, complexo e ambíguo como o atual.

É preciso saber que as diferenças existem, mas nos complementam como seres humanos, e é graças a elas que temos um mundo tão diverso.

Exercite a empatia! Respeite as diferenças! Faça diferença na sua equipe!

 

Karina Uchôa, palestrante especialista em comunicação não violenta, gestão de conflitos, assédio moral e sexual e liderança.  Contato: kari.uchoa@gmail.com

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