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Segunda fase da ‘Operação Thanatos’ desarticula comércio de armas na Grande Vitória

Na última terça-feira (17), cerca de 100 policiais civis participaram da segunda fase da “Operação Thanatos”, responsável pela prisão de 12 membros de uma articulação criminosa que abastece o comércio de armas na Grande Vitória. A ação foi comandada pela Divisão de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Diccor) e investigada pela nova Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme). A operação aconteceu em diferentes bairros nos municípios de Vitória, Vila Velha, Viana, Cariacica e Serra.

O objetivo da Operação Thanatos foi cumprir mandados de prisão em desfavor de elementos que negociavam intensamente a venda de armas e munições na região. Segundo o titular da Desarme e coordenador das investigações, delegado Christhian Waichert, a operação foi iniciada com a investigação contra W.F.M., de 43 anos, identificado como um dos seis responsáveis pela organização.

“Através desses suspeitos, constatamos que o grupo contemplava uma associação criminosa bem estruturada no sentido de um fornecer armas e munições ao outro consorciado, quando o outro precisava. Dessa maneira, um ajudava o outro a dar sequência ao crime”, afirmou. Outro importante suspeito da operação é o taxista J.E.M.A.F., de 37 anos, que fornecia toda a munição para os membros do grupo localizado em Itararé, em Vitória.

Ao final foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, sendo sete desses presos também autuados por porte ou posse de armas e munições, tráfico de entorpecentes e outros crimes. Além das prisões, também aconteceu apreensão de armas, munições, insumos para fabricação de munição, acessórios para armas, drogas, dinheiro, veículos e outros materiais diversos sucederam a operação.

“Somamos o total de dois revólveres cal. 38, um revólver cal. 32, duas espingardas cal. 36, três espingardas cal. 22, uma pistola cal. 380, 15 munições cal. 12, 327 cal. 22, 30 cal. 32, 83 cal. 36, 78 cal. 38, 24 cal. 380 e 50 cal. 9mm. Também apreendemos insumos para fabricação de munição, como pólvora, pontas de chumbo, espoletas, esferas e estojos, bem como acessórios para armas, como uma mira a laser e dois silenciadores”, relatou o coordenador das investigações, delegado Christhian Waichert.

Uma quantia de R$ 5.833 em espécie, além de uma motocicleta com restrição de roubo, uma farda e três capas de colete, uma farda do Exército, dois telefones celulares com restrição de roubo, duas máquinas caça-níquel e dois simulacros de pistola também foram encontrados.

O delegado complementa que as investigações continuam.

 

Sobre a primeira fase da operação

A primeira fase da operação foi realizada no mês de setembro, ocasião em que foram presas três pessoas e apreendidas 11 armas de fogo. À época, não houve divulgação das prisões para não prejudicar o andamento das investigações.

A Polícia Civil (PCES) desataca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações, de forma anônima, através do Disque-Denúncia 181, ou pelo site disquedenuncia181.es.gov.br. A denúncia é anônima e todas as informações fornecidas são investigadas.

 

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