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Espírito Santo também recebeu lote de cervejas Belorizontina contaminada, confira o lote

O Estado do Espírito Santo, também recebeu o lote L2-1354 com rótulo da Cerveja Capixaba fabricada pela Backer, a mesma (Belorizontina)

 A secretária de Estado da saúde(Sesa),publicou no diário oficial de hoje (13), uma ordem para que os serviços de vigilâncias municipais, façam vistorias no comércio para fazer a retirada do mercado Capixaba.

Segundo a polícia mineira, nela foram encontradas duas substâncias tóxicas, o lote foi encontrado dentro da fábrica da Backer, em Belo Horizonte.

Portaria orienta a retirada da cerveja Belorizontina de circulação no Estado

A Secretaria da Saúde (Sesa) publicou, no Diário Oficial do Espírito Santo desta segunda-feira (13), a Portaria nº 006-R, que trata de uma determinação preventiva para que as vigilâncias municipais façam vistoria no comércio afim de impedir a comercialização dos dois lotes da cerveja Belorizontina (L1 1348 e L2 1348) que estão sob investigação do Ministério da Agricultura. A ação é cautelar e válida para todo Estado. Em um outro lote de produção da cervejaria Backer foi constatada contaminação na data de hoje, o rótulo da cerveja Capixaba.

Os casos da doença misteriosa registrados em Minas Gerais começaram a ser investigados no dia 30 de dezembro, depois que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde foi notificado da ocorrência de um paciente com de insuficiência renal aguda com alterações neurológicas em Belo Horizonte. No dia seguinte, um segundo paciente foi hospitalizado, em Juiz de Fora, com sintomas semelhantes.

A medida cautelar adotada no Espírito Santo acontece após análises apontarem a presença do dietilenoglicol na cerveja mencionada, uma substância contaminante que não é autorizada para o uso no produto em questão. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), essa substância é um solvente orgânico altamente tóxico, que pode causar insuficiência renal e hepática e pode matar quando ingerido.

A Sesa esclarece que a rede assistencial de saúde está orientada no atendimento e identificação dos pacientes sobre os sintomas desencadeados pela contaminação, e que estão instruídos a notificar a Secretaria. Até o momento não houve notificação de casos suspeitos no Estado.

Em relação a orientação aos cidadãos que tenham adquirido o produto, o Procon Estadual e a Associação Capixaba de Supermercados (ACAPS) já estão em uma linha de conversa para definição da devolução.

Até a última sexta-feira (10), a doença matou uma pessoa e outras 10 seguem internadas. Os sintomas iniciais são náuseas, vômitos e dores abdominais. A doença e evolui rapidamente para uma insuficiência renal aguda acompanhada de alterações neurológicas como paralisia facial e visão turva.

Em Minas Gerais 

A Polícia Civil de Minas Gerais, também informou hoje (13) que identificou um terceiro lote da cerveja pilsen Belorizontina, da marca Backer, contaminado pela mesma substância tóxica já encontrada em outros dois lotes da bebida, apontada como principal suspeita de ter causado a intoxicação de ao menos dez consumidores desde o dia 30 de dezembro. Dentre estes, um morreu, no dia 7 de janeiro, em Juiz de Fora (MG).

Vestígios de dietilenoglicol teriam sido encontrados no lote L2 1354, no qual peritos também identificaram vestígios de uma segunda substância, o monoetilenoglicol. Utilizado em sistemas de refrigeração devido a suas propriedades anticongelantes, o dietilenoglicol já tinha sido identificado nos lotes L1 1348 e L2 1348.

Segundo o delegado Flávio Grossi, responsável pelo inquérito policial, embora trate-se da mesma Belorizontina, o terceiro lote contaminado foi distribuído para o Espírito Santo, onde a cerveja é comercializada com o rótulo Capixaba.

Ainda de acordo com o delegado, entre os documentos que investigadores recolheram na fábrica da Backer há notas fiscais da compra de monoetilenoglicol. Além disso, os laudos definitivos das perícias que o Instituto de Criminalística realizou nas amostras dos produtos coletados nas garrafas de cerveja encontradas nas residências das vítimas apontam a presença de dietilenoglicol e de monoetilenoglicol nos três lotes citados.

Também foram encontrados vestígios das duas substâncias tóxicas nos equipamentos de resfriamento usados na produção da cerveja. “Foi coletada uma amostra no tanque de chiller, um equipamento de refrigeração, e a perícia prévia desta amostra evidenciou a positividade tanto do monoetilenoglicol, quanto do dietilenoglicol”, comentou o superintendente de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, Thales Bittencourt, revelando que, nos próximos dias, policiais e técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento devem voltar a inspecionar a fábrica da Backer, no bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte.

“Porque havia estas substâncias no tanque de refrigeração nós não podemos ainda manifestar e vamos continuar investigando”, acrescentou o superintendente.

A Backer ainda não se pronunciou sobre as informações divulgadas hoje pela Polícia Civil. Desde o surgimento das suspeitas de que a ingestão de cervejas da marca podem ter provocado a síndrome nefroneural que já matou uma pessoa e levou outras dez a serem internadas, a empresa tem afirmado não utilizar o monoetilenoglicol em nenhuma das fases de produção. Na última sexta-feira (10), o ministério decretou a interdição preventiva da fábrica e a apreensão cautelar de 16 mil litros de cervejas.

De acordo com o delegado Flávio Grossi, os investigadores continuam recolhendo informações técnicas para subsidiar o inquérito e não descarta nenhuma hipótese – nem mesmo a suspeita de que um ex-funcionário demitido pela Backer possa ter agido por vingança.

“A linha investigativa continua ampla, mas não há, até o momento, culpabilidade a ser imputada a ninguém. Hoje, o que afirmamos é que os elementos tóxicos encontrados nas garrafas [de cerveja], no sangue das vítimas e dentro das empresas [provém] de produtos em comum”, disse o delegado. “Mas crime acreditamos que houve. Por isto instauramos um inquérito policial.”

Fonte: Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil  Brasília/Redação Imprensa Livre Guarapari

 Foto: Reprodução / Backer

 

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