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Coluna:Dr.Ricardo Rios do Sacramento eleições 2020

Eis que se aproxima aquela que será a eleição mais disputada dos último anos em Guarapari. A última eleição municipal não serve muito de parâmetro, pois podemos considerá-la atípica, pela ausência do nome de Gedson Merízio, que poderia ter modificado totalmente o resultado e pela presença de nomes de última hora, que foram apresentados mais pela incapacidade de aglutinar forças daquele que liderava a oposição, do que pela vontade própria dos candidatos da época.

Para a eleição de outubro próximo a disputa estará entre Gedson Merízio, um deputado e o atual prefeito, contudo, outras lideranças resolveram enfrentar este paradigma desenhado desde a última disputa, dentre elas se destaca Oziel de Souza, Fernanda Mazzeli, Enis Gordin e Maria Helena.

Diante deste quadro explica-se o início deste texto com a afirmação de uma acirrada disputa em outubro próximo, no entanto, acredito que teremos mais um nome com posições mais à esquerda, mesmo porque o PT ainda não morreu e quer voltar ao poder nacional e para isto manterá vivas candidaturas em muitas cidades, dentre elas em Guarapari, provavelmente.

Assim, poderemos ter uma disputa com seis ou sete candidaturas a prefeito, favorecendo o pleito que poderá analisar mais propostas, contudo, alguns saem na frente com grande diferença de votos. O que não significa que irão vencer as eleições, como nos mostra a história da primeira eleição de Antonico Gotardo, que saiu de 0% a vencedor do pleito.

Dos nomes apresentados o que não se desgastou foi Gedson Merízio que adotou uma postura com foco no trabalho do governo, esperando com isso ter o apoio concreto do governador. O prefeito Edson, além do desgaste natural do cargo, ainda teve diversos pontos negativos em sua gestão que gerou até uma denúncia do Ministério Público por obras e serviços voluptuários (desnecessários), causando desgaste extra.

Já o deputado de Guarapari não conseguiu parar do rodopiar em torno de sí mesmo. Foi muito desgastado por denúncia ao MP de problemas em seu gabinete, por não se alinhar com o governo em benefício da cidade e por apresentar projetos de lei inúteis para o cidadão, como o da “comida sem sal”. Além de ter que lidar com o isolamento diante das suas incertezas e imaturidade política.

Quanto aos vereadores pré-candidatos e a Maria Helena, estes estão correndo por fora aguardando a oportunidade para o sprint final. Estão trabalhando muito nos bastidores, buscando apoio político para o fortalecimento de suas pré-candidaturas e apoio partidário, sem os quais, qualquer pré-candidatura naufraga antes mesmo da largada.

Ainda existem dois fatores importantes a serem colocados. O primeiro é a possibilidade do Edson não ser candidato, caso a justiça permita a Câmara exercer seu papel e julgar as contas dele. No julgamento, a permanecer o Parecer Prévio do Tribunal de Contas, Edson estará inelegível.

O segundo é a impossibilidade de união entre Gedson e o deputado de Guarapari, pois, essa junção poderia ser o fim político de Merízio (e ele sabe disso), já que as expressões dos ex-aliados do deputado nas redes sociais demonstram ausência de compromissos, a não ser que Gedson seja um político kamikaze, o que não acredito.

Dr.Ricardo Rios do Sacramento é advogado e contador

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