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Coluna Dr.Ricardo Rios: O Parlamento Forte iniciou e terminou 2019 unido

O Parlamento Forte iniciou e terminou 2019 unido

O bloco parlamentar que se formou no intuito de vencer as eleições para a presidência da Câmara iniciou 2019 unido e assim permaneceu durante todo o ano, apesar de várias informações plantadas de que o bloco estaria dividido. Essas informações vinham de diversos lados políticos, uns advindos do grupo do prefeito, outros daqueles que não conseguiram espaço no bloco e outros de alguns pré-candidatos a prefeito.

O objetivo em comum desses grupos era dividir o Parlamento Forte para enfraquecê-lo, no entanto, não contavam com a grande liderança de Enis Gordin (PRB), presidente, que dispõem de três fortes características que agrada ao grupo.  A humildade, a divisão do poder através do diálogo franco e a honradez nos compromissos assumidos (algo em falta em alguns grupos políticos).

Além dos resultados na área administrativa que superaram as expectativas mais otimistas, a Mesa Diretora da Câmara manteve a temperatura do debate político em alta, mostrando ao prefeito que a Câmara não mais se curvaria às suas vontades, ainda que essas viessem com o engodo de se fazer o melhor para a cidade.

Manipulador e bom jogador político, o prefeito se cuidava em colocar uma classe da sociedade em confronto com o Parlamento Forte quando havia algum projeto de lei de seu interesse, utilizando de argumentos que tal projeto era em benefício daquela classe. Exemplo disso foi a votação do Refis e do convênio com um Governo do Estado. No primeiro caso o prefeito prometeu abono aos servidores. No segundo caso, o prefeito disse que seriam calçadas diversas estradas no interior. Resultado, nos dias das votações a Câmara esteve lotada pelas classes interessadas em cada projeto.

Utilizando os meios regimentais usuais em qualquer sistema parlamentar e, protegidos pela constituição, o Parlamento Forte permaneceu unido em todas as suas decisões, contrariando os interesses de muitos, que até o último instante de 2019 tentam plantar a discórdia entre os integrantes do bloco, usando de métodos até infantis como fofocas e contrainformações, além de outras formas como a utilização de camuflados em redes sociais.

A divisão do bloco oposicionista interessa ao prefeito e aos pré-candidatos a prefeito não integrantes do Parlamento Forte em razão da sua força eleitoral. Em simples conta matemática percebe-se que esse grupo de vereadores detém conjuntamente mais de 9 mil votos, o que implica em fator decisivo da eleição do próximo ano, aliás, permanecendo unido esse grupo elegerá o próximo prefeito.

Na verdade os interessados na divisão do Parlamento Forte apostavam na dissolução do grupo o que não aconteceu, isso fez esses grupos partirem para ataques mais frontais, especialmente contra o presidente, no entanto, essa força de união parece estar firmada em algo mais que circunstâncias políticas. Está firmada no compromisso pela independência dos poderes.   Como disse Sun Tzu: “Todos podem ver as táticas de minhas conquistas, mas ninguém consegue discernir a estratégia que gerou as vitórias”.

Dr.Ricardo Rios do Amaral é advogado e técnico contábil 

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