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Coluna Dr. Ricardo Rios: Articulação política ou enganação ……..

Chegou a hora das conversas políticas para a montagem dos partidos políticos, daqueles que ainda não a fizeram. Segunda a boa estratégia, os pré-candidatos aos cargos eletivos devem analisar o cenário partidário com mais cautela para tomada da decisão sob qual legenda irão disputar. Isso porque, não dá para se falar em ideologia ou compatibilidade de pensamentos, pois em regra (deveria ser diferente), a escolha partidária atende a requisitos fisiológicos e circunstanciais.

A cautela apontada se refere as mudanças nas regras da eleição que aboliu a coligação na esfera proporcional, ou seja, a partir da eleição de 2020 o partido que quiser eleger candidatos, diretamente, aos cargos eletivos deverá atingir o quociente eleitoral do município em que disputa. Desta feita, os partidos precisam trabalhar de forma mais incisiva para angariar candidatos com certa densidade eleitoral a fim de alcançar seus objetivos eletivos. Até aqui nenhuma novidade aos integrantes da política ativa.

A questão está na forma de abordagem desses pré-candidatos. Certas táticas desse jogo estão na prática desses atos, especialmente a dissimulação, pois, acreditam alguns que os fins justificam os meios. Uma dessas falácias mais usadas é dizer que um partido com candidatos de poucos votos elegerá um direto e outro na sobra. Com um quociente eleitoral em torno de 3800 votos, o trabalho dos partidos será árduo, uma vez que, além de precisar encontrar pré-candidatos com certa densidade de votos, ele terá que convencer que fará muito com pouco, o que emerge o fenômeno da fé partidária eletiva.

Primeiro, deve-se saber que o número de partidos competitivos será em torno de 7 ou 8, restringindo a possibilidade de conversas enganadoras e dissimuladas, pois a verdade estará latente. Segundo, quando um “articulador partidário” falar que tem tantos e tantos pré-candidatos, bom que se peça a relação desses nomes para uma checagem, evitando que o candidato perca o jogo por aquela carta na manga ou por ela nem existir. Terceiro, não se deve se preocupar com o candidato a prefeito, pois, ele já têm seus pré-candidatos pelos quais trabalhará, a tarefa é fazer contas, que só servirão se o partido jogar aberto. Lembro que na política pode-se perder ganhando ou se ganhar perdendo, dependendo muito das circunstâncias da disputa do cargo, sendo assim, previna-se para que na articulação não sofras uma enganação.

Ricardo Rios é Advogado

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