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Câmara de Guarapari convoca e Secretária de Saúde presta esclarecimentos sobre problemas no atendimento da unidade de Santa Mônica

A Comissão de Saúde realizou, na terça-feira (13), uma reunião com a presença da secretária municipal de Saúde, Alessandra Gaigher. O objetivo foi receber esclarecimentos e buscar soluções para as reclamações que a Comissão vem recebendo sobre a falta de médicos e a dificuldade para marcação de exames na unidade de saúde de Santa Mônica.

Além da secretária, estavam presentes Isaquea Brambati, a enfermeira chefe da unidade Luana Brisali Andreata Marson e os membros do Conselho Municipal de Saúde Lúcia Novaes, Mansour Cadais, Regina Melllo Schoeffer e Rodrigo dos Santos.

De acordo com Alessandra, a unidade atende em média 16 a 20 pacientes por dia. “Hoje temos uma equipe completa, um médico da estratégia e outro para atender a área descoberta, um enfermeiro, dois técnicos e a atendente para atender aquela região. Vamos avaliar novamente e traçar planos e metas para aquele bairro”, afirmou a secretária.

Durante o momento em que era ouvida pela Comissão, Luana afirmou que a unidade não possui pediatra. A secretária justificou a falta do especialista. “A portaria nacional da atenção básica 2488 não preconiza especialista, disse Alessandra.”

O presidente da Comissão, vereador Rogério Zanon (PRP), relatou que na reunião foi afirmado que um segundo médico atende a cada 15 dias na unidade, mas na opinião dele isso não vai suprir a demanda porque a região possui quase 12 mil moradores. “A secretária deixou bem claro que dentro das diretrizes da Secretaria e do Ministério da Saúde eles estão cumprindo, mas cumprindo não significa que estão resolvendo. Um médico só generalista não adianta. Santa Mônica merecia no mínimo que além do médico generalista, houvesse um pediatra e um ginecologista. Com esses três médicos melhoraria muito o atendimento dos pacientes”, disse Zanon.

Segundo o parlamentar, a Secretaria não está respeitando as Leis municipais 4.230/2018 e 4.231/2018. “A secretária se balizou no Ministério da Saúde, mas deixei claro que existem dois Projetos de Lei que foram aprovados nessa Casa. Um determina que na rede municipal de saúde a realização de consultas médicas ou exames em pacientes com idade superior a 60 anos tem um prazo máximo de 10 dias. O segundo estabelece a possibilidade de agendamento telefônico de consultas para pacientes idosos e pessoas com deficiência já cadastradas na unidade de saúde do município. Isso é lei e tem que ser cumprido. Da mesma forma que ainda não foi cumprido com relação a saúde em Guarapari, a criação de um banco de sangue e um banco de leite materno. Quer dizer que se cumpre as leis do Ministério da Saúde e não se cumpre as leis aprovadas pelos vereadores da cidade”, afirmou o presidente da Comissão.

A membro do Conselho de Saúde, Lúcia Novaes afirmou que os conselheiros estão trabalhando para mostrar para a Secretaria onde estão as dificuldades que a população enfrenta. “A população continua não tendo acesso a exames, não tendo acesso a médicos e não tendo acesso nas unidades de saúde ao mínimo que ela precisa. Na verdade, a atenção básica é para produzir saúde e nós não estamos conseguindo fazer isso aqui em Guarapari”, disse Lúcia.

 

 

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